Quer inovar? Conheça as 10 faces da inovação

Quando se fala em inovação poucas organizações são tão respeitadas quanto a IDEO, empresa internacional de consultoria e design, fundada em 1991, em Palo Alto, na Califórnia.

Além de ser conhecida por ter popularizado a abordagem do Design Thinking, ao longo dos anos, a IDEO desenvolveu inúmeros projetos inovadores, criando experiências, serviços, produtos e espaços completamente revolucionários.

Tom Kelley, diretor geral da IDEO e autor de diversos livros sobre criatividade e inovação, compartilha as estratégias da empresa no livro “As 10 Faces da Inovação”.  O livro foi publicado em 2005, nos Estados Unidos, e lançado no Brasil pela Elsevier. É leitura indispensável para qualquer organização que deseja inovar. Tom Kelley fala sobre os dez papéis desenvolvidos pela IDEO para estimular a criatividade e vencer a barreira da negatividade que sufoca o pensamento criativo e elimina as boas ideias.

Cada vez mais a inovação é ingrediente indispensável na estratégia das empresas e apesar de todos gostarem dela, na maioria dos casos ela fica naquele quadrante 2, das “coisas que são importantes, mas não são urgentes” que Stephen Covey cita no livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficientes”.

Não bastasse isso, quando a inovação vence a barreira da prioridade e começa a brotar, é comum no momento em que ela está sendo apresentada em uma reunião de negócios e os presentes parecem estar comprando a ideia, uma das pessoas que acredita estar prestando um enorme favor a todos diz:

                           – “Agora deixe eu fazer o papel do advogado do diabo”.

 

A ideia nem bem nasceu e já está sendo atacada, bombardeada e criticada por alguém que se esconde por trás do papel de “advogado do diabo” e numa posição privilegiada se isenta da responsabilidade e impunemente destrói qualquer possibilidade de mudança.

Se a inovação é o oxigênio que as empresas precisam para sobreviver e se tornarem mais competitivas, o papel do “advogado do diabo” é o maior veneno que pode existir, matando todos os dias milhares de ótimas novas ideias, novos conceitos e novos projetos.

É bem provável que o “advogado do diabo” nunca desapareça completamente das organizações. Mas com o poder dos dez papéis descritos no livro de Kelley, você poderá mantê-lo no seu devido lugar, ou quem sabe, até mandá-lo para o inferno de uma vez por todas!

Os 10 tipos de perfis, ou papéis, são organizados em 3 categorias: aprendizagem, organização e construção.

Aprendizagem

Estes papéis contribuem para que sua empresa não seja presunçosa sobre o que sabe e também para não ser voltada para dentro, desconsiderando os clientes. Aqueles que interpretam os papéis relacionados ao aprendizado são humildes o suficiente para questionar sua própria visão e permanecem abertos a novos insigths.

O Antropólogo

Traz novos aprendizados e insights ao observar o comportamento humano e desenvolve um entendimento profundo de como as pessoas interagem física e emocionalmente com produtos, serviços e espaços.

O Experimentador

Prototipa novas ideias continuamente, aprendendo por meio de um processo de tentativa e erro. O experimentador assume riscos calculados para atingir o sucesso através de um estado de “experimentação como implementação”.

O Polinizador

Explora outras indústrias e culturas e traduz suas descobertas e revelações para que elas atendam às necessidades específicas da sua organização.

Organização

Os próximos três papéis são voltados para organizar. Esses papéis são desempenhados por pessoas experientes no processo pouco intuitivo do qual as empresas implementam suas ideias.

O Saltador de Obstáculos

Ele sabe que o caminho para a inovação está cheio de obstáculos e desenvolve a destreza para superá-los ou contorná-los.

O Colaborador

Ajuda a reunir grupos ecléticos e geralmente lidera fazendo parte do grupo para criar novas combinações e soluções multidisciplinares.

O Diretor

Não só reúne um elenco talentoso como também ajuda a despertar seu potencial criativo.

Construção

Os quatro últimos papéis são os construtores, que fazem uso dos insights dos papéis de aprendizagem e canalizam o empoderamento dos papéis de organização para fazer a inovação ser realizada.

O Arquiteto de Experiências

Desenvolve experiências que vão além da funcionalidade para se conectar em um nível mais profundo com as necessidades ocultas ou expressas do consumidor.

O Cenógrafo

Cria o cenário onde os integrantes da equipe de inovação podem fazer seu melhor trabalho, transformando ambientes físicos em ferramentas poderosas para influenciar comportamento e atitude.

O Cuidador

Baseia-se na metáfora do profissional de saúde para cuidar do cliente de uma forma que vai além do simples serviço. Bons cuidadores antecipam as necessidades dos consumidores e estão prontos para cuidar deles.

O Contador de Histórias

Desenvolve tanto a moral interna quanto chama a atenção externa através de narrativas convincentes que comunicam valor humano fundamental ou reforçam um traço cultural específico.

O ponto mais importante destes dez papéis é que eles funcionam, não em teoria ou na sala de aula, mas no mercado implacável. E a IDEO os aplica em milhares de projetos executados.

Então, na próxima vez que você pensar em inovar em sua organização, comece por montar uma equipe que contenha pessoas com estes dez perfis, e se precisa de ajuda, é só entrar em contato conosco.

Para saber mais sobre como a XperienZ pode te ajudar, acesse a nossa página de serviços.

Este texto foi produzido com base no livro The Ten Faces of Innovation, de Tom Kelley.

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